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Principal Solução à Mudança Climática - Veganismo
Suprema Mestra Ching Hai - professora espiritual, artista e humanitária de renome mundial O gado é o emissor primário de metano causado por humano; e o metano não só tem 72 vezes a capacidade de captura de calor, mas é um gás de duração mais curta.
Isso significa que ele deixará a atmosfera muito mais rápido do que o CO2, em apenas uma década, em oposição a milhares de anos para o CO2. Portanto, eliminar o metano ao eliminar a pecuária é o caminho mais rápido para esfriar o planeta.
Dr. James Hansen - proeminente climatologista da NASA "Há muitas coisas que as pessoas podem fazer para reduzir suas emissões de carbono, mas mudar sua lâmpada elétrica e muitas das coisas é muito menos eficaz do que mudar sua dieta, porque se você comer mais abaixo na cadeia alimentar em vez de animais, o que tem produzido muitos gases de efeito estufa, e usado muita energia no processo de produzir essa carne, você pode, na realidade, fazer uma contribuição maior dessa forma do que qualquer outra coisa.
Então, em termos de ação individual, isso talvez seja a melhor coisa que você pode fazer." "Minha mensagem a vocês é: Sejam Vegetarianos, Tornem-se Ecológicos, Salvem o Planeta."
Dr. Rajendra Pachauri - O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) "todo o ciclo de produção e consumo de carne é enormemente intensivo em termos de emissões de dióxido de carbono. E, portanto, eu sempre digo que se você comer menos carne você será mais saudável e o planeta também! Acho que isso ajudaria enormemente a comunidade global, se consumirmos menos carne. Mas só estou destacando o fato que todo o ciclo da carne é muito, muito intenso, em termos de emissões de dióxido de carbono." "Eu diria Tornem-se Vegetarianos, Sejam Ecológicos e salvem nosso planeta! "
PERDA DA BIODIVERSIDADE
Os danos causados pela produção de gado ameaçam a flora e a fauna em todo o globo. Calcula-se que um estilo de vida mundial sem carne impediria mais de 60% da perda da biodiversidade.1
Exemplo: Na Mongólia, 82% da totalidade da superfície terrestre é fixada como pasto permanente para pastagem de gado, o que é a única maior ameaça à perda da biodiversidade na Mongólia e em toda a Ásia Central. 2, 3
DESMATAMENTO
A pecuária é um dos principais motores do desmatamento.4
Desde a década de 1990, aproximadamente 90% do desmatamento da Amazônia ocorreu devido ao desbravamento de terras para o pastejo do gado ou para o cultivo de ração para o gado.5
Em Queensland, Austrália, 91% de todas as retiradas de árvores ao longo de um período de 20 anos têm sido realizadas para a pastagem de gado.6
DESERTIFICAÇÃO
A desertificação é causada pelo excesso de pastejo e pela expansão das áreas de cultivo alimentar para o gado.7
Mais de 50% da erosão do solo nos Estados Unidos é causada pelo gado, o que leva à desertificação.8
Cerca de 75 bilhões de toneladas de solo arável estão sendo erodidas anualmente devido à má gestão agrícola, mudança climática e pastagens de gado. Só nos Estados Unidos, 54% das pastagens estão desgastadas, com mais de 100 toneladas de solo arável perdido por hectare por ano.9
Em 2010, o Iraque, China, Chade, Austrália e Mongólia, dentre outros, relataram graves secas, com as pastagens do gado piorando as condições.
DOENÇAS
Sabe-se que mais de 65% das doenças infecciosas humanas são transmitidas por animais.10As condições sujas e desumanas das granjas de confinamento abrigam bactérias e vírus letais, como os das gripes aviária e suína.11
Outras doenças relacionadas ao consumo de carne: tuberculose, listeriose, doença de Crohn, doença da vaca louca, Campylobacter, Staphylococcus aureus, febre aftosa, HIV, o surto de peste pneumônica de 2009 na China, etc.
Os antibióticos regularmente administrados a animais em granjas de confinamento provocam a mutação de bactérias, levando a doenças resistentes a medicaçõe.12, 13, 14
EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA
A pecuária e seus subprodutos são responsáveis por pelo menos 51% de todas as emissões de gases de efeito estufa.15
Os aerossóis, ou partículas liberadas juntamente com o CO2 a partir da queima de combustíveis fósseis, apesar de seus aspectos nocivos à saúde, têm um efeito de arrefecimento que praticamente anula o efeito de aquecimento do CO2. Assim, as emissões de gado têm desempenhado um papel ainda maior no aquecimento global a curto prazo.16
O metano é quase 100 vezes mais potente que o CO2 durante um período de 5 anos,17 mas desaparece da atmosfera muito mais rapidamente em comparação com séculos ou milênios para o CO2. A fonte número um de metano causado pelos humanos é a agropecuária.18
Emissões de metano de granjas de confinamento subestimadas. Com base em novos cálculos, pesquisadores dos EUA na Universidade de Missouri concluíram que a quantidade de metano emitido a partir dos resíduos de granjas suínas e leiteiras pode ser até 65% superior à estimada anteriormente.19, 20
O ozônio ao nível do solo (troposférico) é o terceiro gás de efeito estufa mais predominante após o dióxido de carbono e o metano.21 A alimentação animal fermentada produz gases nocivos de ozônio, e em níveis regionais maiores do que os emitidos por automóveis.22, 23, 24, 25
O carbono negro (4.470 vezes mais potente que o CO2), produzido principalmente a partir de queima de florestas e cerrados para o gado, é responsável por 50% do aumento total da temperatura no Ártico e pela aceleração do derretimento de geleiras no mundo inteiro. O carbono negro permanece na atmosfera por apenas alguns dias ou semanas, então reduzir as emissões pode ser uma rápida resposta eficaz para diminuir o aquecimento a curto prazo.26
O óxido nitroso é um gás de efeito estufa com potencial de aquecimento 300 vezes maior do que o CO2, aproximadamente. Sessenta e cinco por cento das emissões mundiais de óxido nitroso são provenientes da indústria pecuária.27
USO DO SOLO
A produção de gado responde por 70% de todas as terras agrícolas e 30% da superfície terrestre sem gelo do planeta.28
DECLÍNIO OCEÂNICO
O setor da pecuária é a maior fonte de poluição por nutrientes, o que causa a proliferação de algas tóxicas e diminuição de oxigênio, levando a “zonas mortas” oceânicas que são incapazes de sustentar qualquer vida aquática.29
90% de todos os peixes grandes já desapareceram dos oceanos, principalmente como resultado da sobrepesca.30
A aquicultura (piscicultura), respondendo por 50% dos peixes e mariscos consumidos no mundo, está colocando em risco os peixes selvagens.31
Exemplo: Requer-se até 5 libras (ou 2,3 quilogramas) de peixes selvagens para produzir 1 libra (ou 0,5 quilograma) de salmão.32
De um terço a cerca da metade das capturas mundiais de peixes é para alimentar os animais (porcos e galinhas).33, 34
POLUIÇÃO
De todos os setores, a indústria da carne é a maior fonte de poluição da água. Resíduos animais excessivos e sem regulamentação, fertilizantes químicos, pesticidas, antibióticos e outros contaminantes relacionados ao gado entopem as hidrovias.35
A pecuária emite 64% de toda a amônia, o que causa a chuva ácida e o sulfeto de hidrogênio, um gás fatal.36, 37
Uma granja de confinamento produz mais resíduos e poluição do que toda a cidade de Houston, Texas, EUA.38
Em 1996, as indústrias de bovinos, suínos e aves dos EUA produziram 1,4 bilhão de toneladas de resíduos animais, ou 130 vezes mais que o produzido pela população humana inteira.39
O estrume já é conhecido por ser uma das principais causas de poluição das águas subterrâneas e do aquecimento da atmosfera. Além disso, o escoamento de esterco e de outros fertilizantes agrícolas é responsável por cerca de 230 zonas mortas pobres em oxigênio somente ao longo do litoral dos EUA.40, 41
Exemplos: A zona morta no Golfo do México criada pelo escoamento agrícola é uma das maiores do mundo com até 20.700 quilômetros quadrados até o momento.42
Em fevereiro de 2010 um surto na Lagoa Rodrigo de Freitas do Brasil causou asfixia e morte de 80 toneladas de peixes.43, 44
A aquicultura polui o ambiente com as algas tóxicas e produtos químicos, como pesticidas e antibióticos.45
USO EXCESSIVO DE RECURSOS
Combustível: Um bife de 170 gramas requer 16 vezes mais energia de combustível fóssil do que uma refeição vegana, contendo três tipos de hortaliças e arroz.46
Um quilograma de carne bovina equivale a dirigir 250 quilômetros e a acender uma lâmpada de 100 watts por 20 dias sem parar.47
Emissões: As emissões da dieta à base de carne são equivalentes a dirigir um carro por 4.758 quilômetros - que corresponde a 17 vezes as emissões de uma dieta vegana orgânica, o que equivale a apenas 281 quilômetros. Em outras palavras, uma dieta vegana orgânica produz 94% menos emissões do que uma dieta baseada em carne.48, 49
Terra: Um comedor de carne requer 2 hectares - que são 4 acres de terra - para sustentá-lo. Mas os mesmos 2 hectares, ou 4 acres de terra, poderiam sustentar o estilo de vida saudável de 80 veganos. (Entrevista da Supreme Master TV com o professor de direito Gary Francione dos EUA , da Universidade Rutgers, EUA (2008)
Alimentos: Atualmente, 80% das crianças com fome vivem em países que exportam produtos alimentares geralmente para alimentar animais de granja.50
Dois terços das exportações de grãos dos EUA alimentam o gado em vez de pessoas.51
A produção de 1 quilograma de carne bovina requer 7 quilogramas de cereais para a alimentação animal que poderiam ir diretamente ao consumo humano,52, 53 enquanto rende menos de um terço da quantidade de proteína.54
Cerca de 40% da oferta mundial de grãos está indo para o gado, 55 e 85% da soja rica em proteína do mundo está sendo utilizada para alimentar o gado e outros animais.56
Água: Uma pessoa usa até 15 mil litros de água por dia para uma dieta baseada em carne, que é 15 vezes mais água do que um vegano usaria.57, 58
ESCASSEZ DE ÁGUA
De acordo com o Instituto Internacional de Estocolmo para a Água, a agricultura representa 70% de todo o uso da água, a maior parte disso vai para a produção de carne.59
Requer-se até 200.000 litros de água para produzir 1 quilograma de carne bovina, mas apenas 2.000 litros para produzir 1 quilograma de soja, 900 litros para cultivar 1 quilograma de trigo e 650 litros para 1 quilograma de milho.60 |
Os dois setores-chave da energia e dos alimentos devem mudar drasticamente, a fim de evitar os piores impactos ambientais da mudança climática. Com uma população crescente, isso implica no abandono de uma dieta à base de produtos animais.1
A duplicação projetada do consumo de carne e laticínios em 2050 poria em perigo o planeta devido ao aumento das emissões relacionadas à pecuária, aumento do consumo da biomassa da Terra (matéria vegetal cultivada para alimentar o gado) e nitrogênio reativo (estrume e adubos químicos que causam danos diversos ao ambiente). Uma dieta de proteína 100% a partir de fontes de soja teria apenas 1% do impacto em 2050 de uma dieta na qual 100% da proteína fosse de carne.2
Uma pessoa adotando uma dieta vegetariana por 1 ano reduziria mais emissões do que alguém trocando o seu carro por um Toyota Prius.3
As emissões de consumo de uma dieta de alimentos 100% produzidos localmente foram comparadas com as de uma dieta 100% baseada em alimentos vegetais. Uma dieta vegana levou a uma redução de sete vezes as emissões de uma dieta cultivada localmente.4
Em 2008, o Instituto Foodwatch da Alemanha estimou que a passagem de uma dieta convencional, incluindo carne e produtos lácteos, para uma dieta vegana cultivada convencionalmente reduziria as emissões em 87%, enquanto a mudança para uma dieta orgânica, incluindo carne e produtos lácteos só reduziria as emissões em 8%. Em contrapartida, uma dieta 100% vegana orgânica reduziria as emissões em 94%.5, 6
Mudar para uma dieta que substitui toda a carne por soja até 2050 reduziria a pegada de carbono associada a proteínas em 96%.7
A produção de 1 quilograma de carne bovina gera 19 quilogramas de emissões de CO2, enquanto 1 quilograma de batatas, apenas 280 gramas de CO₂.8
Comer mais de certos produtos animais, como frango (em vez de carne bovina) NÃO irá ajudar a mitigar os impactos ambientais. Pesquisadores descobriram que a proteína da carne de frango tem um índice de eficiência de energia de apenas 5% comparado aos alimentos à base vegetal como o tomate, com 60%; laranjas e batatas em 170%, e 500% para a aveia.9
Comer peixe tampouco vai ajudar. Descobriu-se que o peixe é similarmente ineficaz, em parte por causa da energia necessária para viagens de longas distâncias para pescar peixes grandes como o atum. Além disso, mesmo as chamadas pisciculturas “de melhor gestão” geram danos ambientais de grande alcance.10 |
Os métodos de agricultura orgânica ajudam a reconstruir e substituir o carbono no solo.1,2
Se todas as terras cultiváveis fossem transformadas em terras agrícolas de vegetais orgânicos, não só as pessoas seriam completamente alimentadas, mas até 40% de todos os gases de efeito estufa na atmosfera poderiam ser absorvidos. Além disso, eliminaria mais de 50% das emissões causadas pela pecuária.3
As terras utilizadas para produção de carne também podem ser devolvidas ao seu estado natural, o que por sua vez ajuda a absorver rapidamente as vastas quantidades de CO2 da atmosfera.4
As mudanças nas práticas agrícolas, tais como uma maior eficiência nos métodos de criação de gado e melhor gestão do esterco, não são suficientes para cumprir as metas do Reino Unido de 2030 para as emissões de gases-estufa. Uma redução na produção e consumo de carne e lácteos seria mais eficaz na mitigação do aquecimento global ao passo que melhoraria a saúde pública e salvaria vidas.5
Descobriu-se que planos de redução de emissões pecuárias, tais como o fornecimento de diferentes fontes de alimento para os animais e o uso de esterco como combustível, reduzem as emissões apenas em pouca porcentagem e, de fato, poderia criar mais problemas de qualidade alimentar e de ética.8 O consumo de carne e de produtos lácteos deve ser reduzido para minimizar significativamente as emissões da pecuária.9
A CAPTURA DE METANO para obter energia é um plano inadequado:
A proposta para a captura de metano a partir do estrume de gado em granjas de confinamento é totalmente insuficiente, porque:
- A maior parte do metano é proveniente da fermentação entérica - mais de três vezes a quantidade proveniente do esterco.6
- O sistema muitas vezes não é viável tecnicamente nem financeiramente.
- Os sistemas de digestores são implementados geralmente em fazendas que coletam grandes quantidades de dejetos líquidos diariamente.7
- Os inúmeros e sérios problemas ambientais causados pelas granjas de confinamento ainda estão sem solução, e mais do que negam qualquer benefício da captura do metano:
- Aquecimento global / Emissões de gases de efeito estufa
- Perda da biodiversidade
- Uso excessivo de água, alimentos, antibióticos e combustíveis fósseis
- Poluição do ar, da água e do solo
- Terrenos férteis anti-higiênicos de bactérias e vírus
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Mínimo Anual de Gelo dos Oceanos
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